Uma poltrona cor de rosa era o meu lugar favorito de leitura, quando adolescente.
Neste blog, minha nova poltrona cro de rosa, quero registrar textos que me tocaram, em dferentes fases da vida.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Águas Reluzentes - Rosana Nóbrega

 



Movimento ondulante que inebria.
Sobe, desce, movimenta-se livremente.
Fria, morna, quente, refrescante.
Água pura e cristalina, que alegria!

O por do sol produz lindos efeitos,
Sobre seu majestoso esplendor.
Brilhem águas espumantes do mar!
Alegrando meu infinito pensar.

Vejo ao longe um corpo a se movimentar,
Braços vigorosos inclementes,
Coordenam movimentos ao par,
De águas cristalinas e reluzentes.

Um mergulho será suficiente
Para vislumbrar maravilhas da natureza.
Ostras, polvos, lulas, algas, pedras e peixes,
Personificação de Deus, sinônimo de beleza.

Águas profundas gelam os ossos.
Nada mais reluz, nem claridade tem.
Torna-se obscuro esse ambiente,
Que pode ocultar um Ser diferente.

Mas desvendar o mistério,
Pode ser interessante e produtivo.
Quantos seres diferentes se pode descobrir?
E quantas magias estarão por vir?

Águas reluzentes, águas profundas,
Misto de magia e curiosidade.
Sorte daquele mergulhador experiente,
Que se arrisca para saciar sua ansiedade.

Porém, para tudo existe um porque,
Haja vista tudo ter um significado.
Águas geladas, águas mornas,
E cada Ser poderá será adaptado.

Continue o sol a fazer a sua arte,
Ao por do sol, reluzindo nas águas rasas.
Que tão belo encanto produz,
E todo seu esplendor reluz.

Rosana Nóbrega

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Homenagem a Wilson Caritta


Do livro: Poemas em Autoplágio de Wilson Caritta

 

V

 

Epitáfio Sereno

 

 

Antes brisa

 

a última estrofe

pinga

até o fim

 

no jardim

a última gota

de mim.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Pedaços de Mim - Geraldo Aguiar


PEDAÇOS DE MIM

Algum pedaço de mim
Voou ao vento
Outro pedaço de mim
Eu corro atrás
Estou esquecido agora
Poetizando, poetizando
Fazendo rimas demais
Rimas irmãs
Rimas pares
Rimas primas
Rimas pobres e ricas
Parentes indivisíveis
Que acalentam os meus "ais"

Algum pedaço de mim
Já foi embora
Outro pedaço de mim
Comigo vai
Minha cabeça pensante
Não me alcançará jamais
Eu que não fui...
Eu que não sou...
Eu que não serei capaz...

Estou meio perdido agora
Fazendo rimas demais
Rimas irmãs
Rimas pares
Rimas primas
Rimas pobres e ricas
Parentes indivisíveis
Que acalentam os meus "ais".

Geraldo Aguiar

domingo, 8 de setembro de 2013

Fernando Pessoa em Poemas de Alberto Caeiro


O Guardador de Rebanhos

XLVIII

 
Da mais alta janela da minha casa

Com um lenço branco digo adeus

Aos meus versos que partem para a Humanidade.

 

E não estou alegre nem triste.

Esse é o destino dos versos.

Escrevi-os e devo mostrá-los a todos

Porque não posso fazer o contrário

Como a flor não pode esconder a cor,

Nem o rio esconder que corre,

Nem a árvore esconder que dá fruto.

 

Ei-los que vão já longe como que na diligência

E eu sem querer sinto pena

Como uma dor no corpo.

 

Quem sabe quem os lerá?

Quem sabe a que mãos irão?

 

Flor, colheu-me o meu destino para os olhos.

Árvore, arrancaram-me os frutos para as bocas.

Rio, o destino da minha água era não ficar em mim.

Submeto-me e sinto-me quase alegre,

Quase alegre como quem se cansa de estar triste.

 

Ide, ide de mim!

Passa a árvore e fica dispersa pela Natureza.

Murcha a flor e o seu pó dura sempre.

Corre o rio e entra no mar e a sua água é se,pré a que foi sua.

 

Passo e fico, como o Universo.

 

sábado, 7 de setembro de 2013

Desejos - Alice Alba


Chuva fina que cai
Gota a gota me refaz
E do frio calor se faz
Mal sabe meu em o que tem
E tanto bem que me faz!

Suas trêmulas mãos dizem mais
Só de olhar - me trai
Como a vontade que se assemelha
À paisagem que me apraz
Entre olhares e beijos - minha paz.

Tão belo, gigante, num rompante
Me aguça os sentidos - uma vez mais
Suave tecido no corpo vestido
Em busca de abrigo perdido
No tempo - o segredo do riso.

Fogo em que se compraz
Em achar um certo equilíbrio
No beijo, perfeito, preciso
Mal sabe meu bem o que tem s ido
E tanto bem que me faz!
(Alice Alba)

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Projeto Um Tesouro Chamado Livro - Mutirão Cultural





Hoje teve início o Projeto Um Tesouro Chamado Livro, atividade que se repetirá todo dia 30.
 
É um projeto do Portal do Poeta Brasileiro e da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro, ideia da acadêmica Vera Salbego , do Rio Grande do Sul. Membros do Portal e da ANLPPB espalhados pelo Brasil todo, hoje deixarão livros em locais públicos, com um bilhete explicativo, no intuito de incentivar a leitura.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Bluemaedel: Crítica na internet?! Critica pra guru vê!

Bluemaedel: Crítica na internet?! Critica pra guru vê!: Gostaria de ter mais tempo, juro, para me dedicar ao estudo de certos padrões na rede. Vejamos os casos das celebridades...

Quintextos: Textos Escolhidos - Maria Olímpia Alves de Melo

Quintextos: Textos Escolhidos - Maria Olímpia Alves de Melo: NOSSO MAIS NOVO LANÇAMENTO: Coletânea com cinco textos especiais escolhidos por Maria Olímpia Alves de Melo . E...

Autoplágio - Wilson Caritta





Plágio é muito forte
talvez recicle
ao ler do que melhor escrevo,
ser superior ao que falo
não faço
o destino do verso é morrer de presságios...



(Do livro Poemas em Autoplágio - Wilson Caritta - Editora Patuá)

sábado, 24 de agosto de 2013

Hoje é dia da Poesia - Adriane Lima

Hoje é dia da poesia
mas ela não veio me visitar
talvez esteja com outros projetos
e outros poetas para acalentar

Não quis ouvir meus desenganos
nem o que tenho para lhe contar
o branco do papel hoje é companheiro

tudo respira e sufoca
não há letras a me habitar
estou vivendo,olhando ao redor
e sentindo o peso das palavras

há poemas inteiros
e poetas incompletos

há que se buscar a poesia
nas mal traçadas línguas?
e que fiquem a míngua então
aqueles que não ousarem atravessar
os sentimentos

a palavra não precisa fazer sentido
mas o poeta sim
-desaguar não é mais necessário

poesia, estou vivendo
se quiser,volte mais tarde...


 


Adriane Lima

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Onde Moro - José Luiz Pires

Onde Moro
José Luiz Pires


Já bebi em muitas fontes,
Hoje moro onde mato a minha sede.

Provei de variados quitutes,
Hoje moro onde matam a minha fome.

Visitei diversos ninhos,
Hoje moro onde os pássaros são nativos.

Bailei embalado por vários sons,
Hoje moro onde nasce a canção.

No deserto fiz rastro na areia,
Hoje moro onde o vento não apaga minhas marcas.

Abri picada e desmatei mata virgem,
Hoje moro onde a mata refloresce a cada dia.

Viajei em muitas nuvens carregadas,
Hoje moro onde a chuva cai mansa e serena.

Enfrentei vendavais e tempestades,
Hoje moro onde a brisa paira.

Muito andei, desandei e me escondi,
Procurei calmaria em rios e mares revoltos,
Hoje moro e navego em águas rasas.

Falei e gritei aos quatro cantos,
Hoje moro onde converso com os meus “eus”.

Ouvi vozes, lamentações e promessas,
Hoje moro onde ouço o meu silêncio.

Casei com o mundo e descasei,
Hoje moro onde namoro a criação.

Sou mordomo onde moro,
Hoje moro ondo o Dono é o Criador.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Quintextos: Poemas Para Acordar - Meu Colorido Singular

Quintextos: Poemas Para Acordar - Meu Colorido Singular: Coletânea de brincadeiras poéticas (Helena Frenzel). Ano de lançamento: 2010. Baixar PDF  ou EPUB Já le...

Quintextos: Pedras

Quintextos: Pedras: Brincadeira poética (Helena Frenzel) Ano de lançamento: 2010 Baixar PDF ou EPUB Já leu este EBook? Deix...

Quintextos: 15 Poemas+ Volume I: Ana Bailune

Quintextos: 15 Poemas+ Volume I: Ana Bailune: Coletânea com 15 poemas de Ana Bailune APRESENTAÇÃO: Celso Panza   EDIÇÃO:  Helena Frenzel Ano d...

Quintextos: Lá Vem o Sol!

Quintextos: Lá Vem o Sol!: Coletânea de brincadeiras poéticas (Helena Frenzel) Ano de lançamento: 2012 Baixar PDF  ou EPUB ou no iB...

Quintextos: 35 Poemas+ de Marli Savelli - Edição Especial

Quintextos: 35 Poemas+ de Marli Savelli - Edição Especial: Coletânea 35 Poemas+, Marli Savelli Edição e apresentação: Helena Frenzel Ano de Lançamento: 2013 Baixar ...

Encontro em Maceió



Vamos para Maceió?


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Senhora do meu tempo! Angela Ramalho




Senhora do meu tempo!

 

 - Acabe logo com isso, ordenou em tom de ameaça.

Justo eu, que não costumo agir sob pressão! Como acabar logo, se mal estava começando? E ainda tinha outras tarefas a executar, além da crônica inacabada, cujo rascunho ficou sobre a escrivaninha.

Adiantei meu trabalho o quanto pude e ele me olhando sem paciência, insensível como todo algoz!

Quisera eu mandá-lo às favas e fazer tudo a meu bel prazer, ignorando sua existência. Anos a fio me torrando a paciência e eu ali, aguentando firme! Tá certo que nem sempre me calei. Algumas vezes reagi, taxei-o de implacável, tirano, déspota, incapaz de voltar atrás. Mas ele fazia ouvidos de mercador e continuava à minha espreita, sem dar trégua!

 - Ainda está aí? Não percebe que já está atrasada? Já são nove horas!

Haja paciência! Como não ficar estressada diante de tanta pressão? Um dia ainda digo basta e acabo com essa história! Meu instinto libertário ansiava por isso!

Numa segunda-feira daquelas brabas, eis que o dito cujo veio apitar na minha ideia! Foi demais para mim! Era ele ou eu! Estávamos no limite do suportável e diante do fim de um dos dois, que fosse ele! Não pensei duas vezes: peguei o despertador que estava sobre o criado mudo, abri a janela e o atirei longe!

Pronto! Meu objeto de tortura diária espatifou janela abaixo! Agora, posso dizer que sou senhora do meu tempo!

 

 

Angela Ramalho

Do livro De Abraços e Cheiros, Editora Scortecci


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Sonho de Uma Noite de Verão - Mário Quintana - (trecho)


SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO

(MÁRIO QUINTANA)

 

“Quem disse que a poesia é apenas

agreste avena?

A poesia é a eterna Tomada da Bastilha

o eterno quebra-quebra

o enforcar de Judas, executivos e catedráticos em todas as esquinas

e,

a um ruflar poderoso de asas,

entre cortinas incendiadas,

os Anjos do Senhor estuprando as mais belas filhas dos mortais...

Deles, nascem os poetas.

Não todos. Os legítimos

espúrios:

um Rimbaud, um Poe, um Cruz e Souza...

 

(Rege-os, misteriosamente, o décimo-terceiro signo do Zodíaco)."
 


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Mensagem

Amigos

Faz-se necessário esclarecer que os Quadrinhos de Poesia aqui postados, são obra de Aline Romariz, Presidente da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro (ANLPPB) e do Portal do Poeta Brasileiro, que os faz com fragmentos de textos dos poetas do Portal. Eu apenas os estou divulgando, porque são um belo trabalho, feito com amor, para valorizar o poeta vivo, trabalho este no qual Aline Romariz é incansável.


A partir de amanhã estarei em férias, retomando as atividades na segunda quinzena de julho.
Até lá

Lu Narbot


Quadrinhos de Poesia - Aline Romariz, Leontina Alves, Luciana Dimarzio




Quadrinhos de Poesia - Olegário Venceslau, Oneida Matos, Teresa Azevedo




Quadrinhos de Poesia - Valéria Pisauro, Vera Margutti e Wilson Caritta




quarta-feira, 29 de maio de 2013

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O Amor que o vento levou - Overtrip - Casimiro Escritor


Vento concreto

derrubou meu pensamento abstrato:

pensava nela.

Imaginação que enlouquece amiúde,

na praia,

me vejo no mato.

Foi ilusão

meu castelo de areia;

em vão,

meu amor tanto peleia

coração dela.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Antídotos - Rosana Monteiro Cappi

Sete venenos acometem a humanidade
Causadores dos maiores sofrimentos
Existem antídotos para mudar essa triste realidade
E anular os grandes tormentos.

Os desejos egoístas e exagerados
Tomam conta dos gulosos
Que esquecem dos miseráveis e esfomeados
Tornando-se Conscientes não serão responsáveis
Por tantos alimentos desperdiçados.

Dinheiro é preciso para sobreviver
Mas por ele não se deve sofrer
O essencial deve bastar
Se daqui nada levamos, melhor se Desapegar.

Ah! Quantas famílias destruídas
Pela luxúria incontida
Um mal a ser aplacado
Com o Respeito resgatado.

O peito fica pesado
Quando o ressentimento é alimentado
Pelo rancor e indignação
Que só serão dissipados com Amor e Perdão.

Assina atestado de incapacidade
Quem cobiça e inveja sente
Agradecer e Desenvolver a Própria Habilidade
É certeza do bom futuro, construído no presente.

Nossa vida é impermanente
Desperdício é ser indolente
O tempo é Divina Dádiva, deve ser bem Aproveitado
Cada minuto é um aprendizado.

Ao pensar e refletir com o coração
A razão fica de lado, aflora a Humildade
Condição que anulará a vaidade
Despertando Fé e Sabedoria para se enxergar a Verdade.

Para os venenos da alma serem neutralizados
É preciso utilizar os antídotos das virtudes
Para o espírito se salvar
Só assim a essência irá se iluminar.


 


ROSANA MONTERO CAPPI
Membro Eletivo da ANLPPB - Cadeira 54


sábado, 18 de maio de 2013

Corpo Poético - Wilson Caritta


o verso encaixa no teu olhar
pelo corpo todo
espalha

o poema
te pegou no colo
grudou no teu ouvido

como música lenta
dançou nas areias
entrou pelas frestas

o verso encaixa
num jeito de viver do teu corpo
sempre em movimento...


Wilson Caritta
Membro Efetivo da ANLPPB

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Lágrimas - José Luiz Pires, o Poeta Semeador


Germinam sementes poéticas
Que tento plantar no papel
Sou poeta a semear
Um pouco de tudo

O que nasce n'alma
Cria raizes profundas no coração
Lembranças, lembranças, lembranças, ...
Não servem de lenitivo

A necessidade de tê-la junto ao peito
Vontade impossível nesta vida
Chama acesa na escuridão
A morte é a parteira da saudade

O tempo é dono do conforto
Do sentimento ainda velado
No coração do poeta
Que somente por hoje haja PAZ

 

José Luiz Pires

Membro Efetivo e Membro da Diretoria da ANLPPB

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Alma - (Overtrip) - Casimiro Escritor


ALMA

(Overtrip - sem verbos)
 

Alma forte,

aço, pedra, coração firme,

bela contradição,

interesse, amizade, amor, paixão,

união tetraédrica!

Alma fraca, frágil, manteiga,

coração mole,

sangue aguado, vontade meiga,

ego quebrado,

esperança, solução, amor remendado,

união poliédrica!
 
 
 
Casimiro Escritor
Membro da Casa do Poeta de Praia Grande

Beco dos Solitários - Teresa Azevedo



 



   
     
Congele minhas mãos como gélido frio do ártico
Abandone meu corpo como em sepulcro
Esqueça-me com amnésia profunda,
Mas no dia em que despertar sem mais quem
Pode voltar sedento e sonde-me,
Quem sabe não estarei tal qual me disse.
Vá por um caminho com reviravoltas
E quando chegar ao beco dos solitários procure-me.
Pode ser que eu lá me encontre também
E ali mesmo, nas paredes sujas pelos pichadores, quem sabe flores...





   
   




 
                           Teresa Azevedo
   
                             Membro Efetivo da ANLPPB

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Incógnitas (Overtrip) - Ludimar Gomes Molina


Lindas pétalas

enfeitam um solo sofrido

Passos apressados

pisam nas pétalas perfumadas

Um gemido

quebra o silêncio noturno.

O vento,

raivoso, as leva dali

passos lentos.

 

 

Ludimar Gomes Molina

Praia Grande – SP

 

Membro da Casa do Poeta de Praia Grande, do Sarau das Ostras (praia Grande) e do Clube de Poetas do Litoral, Santos.

 

 

 

OVERTRIP

Nova forma poética, criação de Celso Corrêa de Freitas.

“O poema é constituído por uma estrofe de onze versos (livres ou não), pelos quais se distribuem 32 palavras, da seguinte maneira:

 - duas palavras nos versos ímpares e quatro nos pares,

Ou

 - quatro palavras nos versos ímpares (com exceção do décimo primeiro que também ficará com duas palavras) e duas palavras nos pares.

 

Pode abordar qualquer tema, dispensa rima, porém o título é obrigatório.”

 

Mutações - Luciana Dimarzio



Hoje
habita em mim
um vulcão dormente.

Nenhum sinal de erupção,
tremor algum
ou leve pressão.
Apenas resquícios de lavas.

Hoje
habita em mim
uma lagoa.

Vastidão de águas cristalinas,
nenhuma correnteza
ou agonia.
Pequenas lembranças de ventania.

Amanhã já não sei...



Luciana Dimarzio

Membro Efetivo e Vice-Presidente da ANLPPB