Uma poltrona cor de rosa era o meu lugar favorito de leitura, quando adolescente.
Neste blog, minha nova poltrona cro de rosa, quero registrar textos que me tocaram, em dferentes fases da vida.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O Amor que o vento levou - Overtrip - Casimiro Escritor


Vento concreto

derrubou meu pensamento abstrato:

pensava nela.

Imaginação que enlouquece amiúde,

na praia,

me vejo no mato.

Foi ilusão

meu castelo de areia;

em vão,

meu amor tanto peleia

coração dela.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Antídotos - Rosana Monteiro Cappi

Sete venenos acometem a humanidade
Causadores dos maiores sofrimentos
Existem antídotos para mudar essa triste realidade
E anular os grandes tormentos.

Os desejos egoístas e exagerados
Tomam conta dos gulosos
Que esquecem dos miseráveis e esfomeados
Tornando-se Conscientes não serão responsáveis
Por tantos alimentos desperdiçados.

Dinheiro é preciso para sobreviver
Mas por ele não se deve sofrer
O essencial deve bastar
Se daqui nada levamos, melhor se Desapegar.

Ah! Quantas famílias destruídas
Pela luxúria incontida
Um mal a ser aplacado
Com o Respeito resgatado.

O peito fica pesado
Quando o ressentimento é alimentado
Pelo rancor e indignação
Que só serão dissipados com Amor e Perdão.

Assina atestado de incapacidade
Quem cobiça e inveja sente
Agradecer e Desenvolver a Própria Habilidade
É certeza do bom futuro, construído no presente.

Nossa vida é impermanente
Desperdício é ser indolente
O tempo é Divina Dádiva, deve ser bem Aproveitado
Cada minuto é um aprendizado.

Ao pensar e refletir com o coração
A razão fica de lado, aflora a Humildade
Condição que anulará a vaidade
Despertando Fé e Sabedoria para se enxergar a Verdade.

Para os venenos da alma serem neutralizados
É preciso utilizar os antídotos das virtudes
Para o espírito se salvar
Só assim a essência irá se iluminar.


 


ROSANA MONTERO CAPPI
Membro Eletivo da ANLPPB - Cadeira 54


sábado, 18 de maio de 2013

Corpo Poético - Wilson Caritta


o verso encaixa no teu olhar
pelo corpo todo
espalha

o poema
te pegou no colo
grudou no teu ouvido

como música lenta
dançou nas areias
entrou pelas frestas

o verso encaixa
num jeito de viver do teu corpo
sempre em movimento...


Wilson Caritta
Membro Efetivo da ANLPPB

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Lágrimas - José Luiz Pires, o Poeta Semeador


Germinam sementes poéticas
Que tento plantar no papel
Sou poeta a semear
Um pouco de tudo

O que nasce n'alma
Cria raizes profundas no coração
Lembranças, lembranças, lembranças, ...
Não servem de lenitivo

A necessidade de tê-la junto ao peito
Vontade impossível nesta vida
Chama acesa na escuridão
A morte é a parteira da saudade

O tempo é dono do conforto
Do sentimento ainda velado
No coração do poeta
Que somente por hoje haja PAZ

 

José Luiz Pires

Membro Efetivo e Membro da Diretoria da ANLPPB

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Alma - (Overtrip) - Casimiro Escritor


ALMA

(Overtrip - sem verbos)
 

Alma forte,

aço, pedra, coração firme,

bela contradição,

interesse, amizade, amor, paixão,

união tetraédrica!

Alma fraca, frágil, manteiga,

coração mole,

sangue aguado, vontade meiga,

ego quebrado,

esperança, solução, amor remendado,

união poliédrica!
 
 
 
Casimiro Escritor
Membro da Casa do Poeta de Praia Grande

Beco dos Solitários - Teresa Azevedo



 



   
     
Congele minhas mãos como gélido frio do ártico
Abandone meu corpo como em sepulcro
Esqueça-me com amnésia profunda,
Mas no dia em que despertar sem mais quem
Pode voltar sedento e sonde-me,
Quem sabe não estarei tal qual me disse.
Vá por um caminho com reviravoltas
E quando chegar ao beco dos solitários procure-me.
Pode ser que eu lá me encontre também
E ali mesmo, nas paredes sujas pelos pichadores, quem sabe flores...





   
   




 
                           Teresa Azevedo
   
                             Membro Efetivo da ANLPPB

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Incógnitas (Overtrip) - Ludimar Gomes Molina


Lindas pétalas

enfeitam um solo sofrido

Passos apressados

pisam nas pétalas perfumadas

Um gemido

quebra o silêncio noturno.

O vento,

raivoso, as leva dali

passos lentos.

 

 

Ludimar Gomes Molina

Praia Grande – SP

 

Membro da Casa do Poeta de Praia Grande, do Sarau das Ostras (praia Grande) e do Clube de Poetas do Litoral, Santos.

 

 

 

OVERTRIP

Nova forma poética, criação de Celso Corrêa de Freitas.

“O poema é constituído por uma estrofe de onze versos (livres ou não), pelos quais se distribuem 32 palavras, da seguinte maneira:

 - duas palavras nos versos ímpares e quatro nos pares,

Ou

 - quatro palavras nos versos ímpares (com exceção do décimo primeiro que também ficará com duas palavras) e duas palavras nos pares.

 

Pode abordar qualquer tema, dispensa rima, porém o título é obrigatório.”

 

Mutações - Luciana Dimarzio



Hoje
habita em mim
um vulcão dormente.

Nenhum sinal de erupção,
tremor algum
ou leve pressão.
Apenas resquícios de lavas.

Hoje
habita em mim
uma lagoa.

Vastidão de águas cristalinas,
nenhuma correnteza
ou agonia.
Pequenas lembranças de ventania.

Amanhã já não sei...



Luciana Dimarzio

Membro Efetivo e Vice-Presidente da ANLPPB

domingo, 5 de maio de 2013

Tempo - André Arribas


Poderia o tempo ter naufragado as dúvidas
Evaporado as perguntas
Firmado meus pés.
Mas havia o som do horizonte
A despedaçar certezas.

Poderia o tempo ter encurtado distancias
Percorrendo calçadas seguras.
Mas calçadas não passam da esquina.
São como coisas.
Servem só pra tropeçar.

Poderia o tempo ter despido minhas utopias
Calado a minha voz
Embriagado a minha lucidez.
Mas sempre houve um céu um mar uma árvore
Que indiferentes a minha angústia
Apontavam o caminho.

Poderia o tempo ter esmagado minha poesia
Ter me conduzido pelos teus anseios.
Certamente teus.

O tempo foi hoje.


André Arribas

O Tilintar das Colheres (conto) - Arnaldo Agria Huss


O maridão estava lendo tranquilamente seu jornal na sala, enquanto a esposa assistia a mais um folhetim da Rede Globo(é claro...) ambos entretidos nas suas ações, sem dizer uma palavra, até que...

- Mulher, vou fazer uma bela sopa. “Tá” meio friozinho e vai cair bem. Você me acompanha?

- Claro, “bem”!  Mas me deixa acabar de ver a novela, tá?

- OK. Pode deixar que eu faço e te chamo quando tudo estiver pronto.

- Tá!

E lá foi ele preparar a bela sopa naquele dia meio friozinho. Pensou: “O que eu fui inventar?”... Mas agora já era tarde e não tinha como voltar atrás. Não teve dúvidas. Pegou um pacote de sopão (aquelas em pó), dissolveu tudo na água e incrementou com alguns temperos: couve picada, cebola, salsinha, cebolinha. Pensou em colocar tomate, mas a esposa não gostava de tomate nas sopas. Ele gostava, mas decidiu não ir contra o paladar dela. E assim, nosso herói preparou uma “sopa pronta” que ele achou que tinha ficado “dos deuses.” Ah, para completar fez também uns croutons com pão de forma que vencia naquele dia.

- Benhê, pode vir que tá pronta.

Ela veio e viu aquela sopa ainda fumegante, o aroma gostoso dos croutons, a mesa posta. Tá certo que não tinha sopeira, os copos eram de requeijão e a bebida apenas água gelada. E nem havia um queijinho parmesão ralado. Apenas o tabasco que ela odiava, mas ele amava. Mesmo assim valeria a pena, afinal ele não era dado a esses caprichos.

Serviram-se diretamente da panela que estava sobre o fogão, sentaram-se à mesa um de frente para o outro, abaixaram a cabeça e começaram a saborear aquela delícia. Nem ela o olhava, nem ele a olhava. A única visão para ambos era a sopa dos deuses. O silêncio chegava a constranger, afinal moravam num apartamento de fundos onde não havia barulho. E dentro daquele imenso silêncio o tilintar das colheres batendo nos pratos chegava a irritar. Até que terminaram, depois de uma repetição cada um. E ela nem disse se a sopa havia ficado boa, aliás, ela não disse nada. E nem ele.

Levantaram-se, cada um lavou seu prato e talheres, sobrou para ele lavar a colher de pau e a panela onde havia feito a bendita sopa. Além é claro, da arrumação da cozinha. Afinal, já ia começar outra novela na Rede Globo e ela não podia perder.

 

 

Arnaldo Agria Huss
 
Quer ler mais textos do mesmo autor?

sábado, 4 de maio de 2013

A...proximação (Overtrip) - Celso Corrêa de Freitas


Um retângulo
Dentro de um círculo
Espelha números
Onde três ponteiros passeiam
Rodam, Rondam
Um depressa, dois devagarzinho
Tic...Tac
O som do tempo
Onde vejo
O agora se aproximando
De mim.
 
Celso Corrêa de Freitas
Membro Efetivo da ANLPPB

 

 

OVERTRIP

Nova forma poética, criação de Celso Corrêa de Freitas.

“O poema é constituído por uma estrofe de onze versos (livres ou não), pelos quais se distribuem 32 palavras, da seguinte maneira:

 - duas palavras nos versos ímpares e quatro nos pares,

Ou

 - quatro palavras nos versos ímpares (com exceção do décimo primeiro que também ficará com duas palavras) e duas palavras nos pares.


Pode abordar qualquer tema, dispensa rima, porém o título é obrigatório.”

Para quem tiver mais curiosidade sugiro o blog: overtrip.blogspot.com
 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Leitura - Elizabeth Oliveira


Ah dias...
sem regras
sem rédeas
Sem medos
Sem lágrimas
alegres
Ah dias...
silêncios
Sobressaltos
Sinistros
suspiros
tristes

Elizabeth Oliveira
Membro do Portal do Poeta Brasileiro 

Guerreira!! - Lilian Palmieri

Tem que ser guerreira
Seguir extintos
Evitar o bote

Fugir na dúvida
Atacar o adversário
Sem receio

Não abandone
A luta
Você nunca
Saberá
Quem seria
O vencedor!

Lilian Palmieri

Membro Efetivo da ANLPPB

Um Poeta ou Poetisa - Oneida Matos


Um Poeta ou Poetisa é ser vivente,
Disse certo amigo escritor,
Que escreve ou então explode
Para amenizar a sua dor.

Quando o calor invade a alma
Vive de sonho e magia,
Sempre escreve o que sente,
Mas lhe chamam, poesia.

Se Um Poeta ou Poetisa falam,
As palavras por si exalam,
Do que lhe dita a emoção.
O que precisa em tempo certo;
É ter pena e papel por perto,
Quando pede o coração.

Oneida Matos
 

Membro Efetivo da ANLPPB

 

 
 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Náufrago de uma Saudade - Paulo Coelho


Sobre um mar de sonhos íntimos
Mergulho na imensidão oceânica
Puxando das águas profundas
Flores de um tempo, todas úmidas.

Segue velejando na imaginação
Sonhos dementes: monstros
Que se enroscam, sufocam
E me afundam.

De manhã o mar acumula na areia
Pedaços náufragos do meu sentir
No canto arredondado do horizonte
Encontro-me poeta, olhos marejados
Por saudades que ainda estão por vir...


Paulo Cesar Coelho

Membro Efetivo da ANLPPB

Meus Vazios - Enice de Faria



Preso na retina
povoa meus sonhos
-colírio-

Asas que planam
sonhares e pensares
-desafio-

Tirar de mim
- impossível
foi marcado a fogo

alma impregnada
lembranças que povoam
meus vazios

Enice de Faria
Membro Efetivo da ANLPPB

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Poesia - Wilson Caritta


 
Colei a vida quebrada
na segunda via do poema
o original permanece na veia.


Wilson Caritta.
Membro Efetivo da ANLPPB

Auto Flagelo - Adriane Lima



Nada humano é
de verdade incondicional
nada além do provisório, do ilusório
o proibido limite do dilema
razão e significado de um poema

não, não sei
felicidade obrigatória
é a angústia do disfarce

Adriane Lima
Membro Efetivo da ANLPPB