Uma poltrona cor de rosa era o meu lugar favorito de leitura, quando adolescente.
Neste blog, minha nova poltrona cro de rosa, quero registrar textos que me tocaram, em dferentes fases da vida.

sábado, 29 de novembro de 2014

Aline Romariz


Poemas de Aline Romariz

 
 
Do mesmo verso
Sobrou tão pouco
ou nada restou
Ficaram palavras
Soltas no tempo
perdidas entre fusos
Difuso tormento
Não rimamos alegria
Perdemos a poesia
E o mesmo verso acabou
Perdeu o sentido
Ficou marcado
em folha rabisco
e com o tempo
AMARELOU.

Aline Romariz
 
Na folha branca onde guarda
pensamentos (in)decentes
marca o vate (des)pudoradamente
Sua alma nua.

Aline Romariz




Ah! Meu amor!
Não vês? Acabou.
Restaram cinzas, talvez,
Nem sei.
Não te olho mais
Com olhos cegos
Não mais compreendo
Teus tédios
Tu não és mais
Meu primeiro pensamento
Nem o motivo de minha alegria
Acabou a poesia
Foi-se o momento.

Aline Romariz
 
 
IMENCIDADE

Navego em teu mar de concreto
-abstrata poesia-
Nas esquinas estrofes da paixão
Metáforas de cimento e cal
onde rabisco versos
no improviso da saudade
na tinta sangue de meu coração que arde
em tua *imencidade*
São Paulo que me faz pequena e forte
guerreira que nasce e morre todo dia
Mulher poema, cimento de rima vadia.

Aline Romariz
 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Natal do Bem - Portal do Poeta Brasileiro e Editora Iluminatta

 

O Portal do Poeta Brasileiro e a Editora Iluminatta estão organizando um Mutirão de Esperança para beneficiar 100 famílias neste Natal.

 

Participe! saiba como escrevendo para editorailuminatta@gmail.com

 
 
 
 
 
 
 
 


domingo, 16 de novembro de 2014

Alice Alba

 
 




DESEJOS


(Alice Alba)

 


Chuva fina que cai
Gota a gota me refaz
E do frio calor se faz
Mal sabe meu em o que tem
E tanto bem que me faz!

Suas trêmulas mãos dizem mais
Só de olhar - me trai
Como a vontade que se assemelha
À paisagem que me apraz
Entre olhares e beijos - minha paz.

Tão belo, gigante, num rompante
Me aguça os sentidos - uma vez mais
Suave tecido no corpo vestido
Em busca de abrigo perdido
No tempo - o segredo do riso.

Fogo em que se compraz
Em achar um certo equilíbrio
No beijo, perfeito, preciso
Mal sabe meu bem o que tem sido
E tanto bem que me faz!
 
 

domingo, 9 de novembro de 2014

Andrade Jorge



Alma e Poesia


Da alma o poeta retira a essência
que aquece, embevece,
a mão do artista ordenada, obedece
e rabisca a emoção que contagia,
afinal está expondo a alma em poesia.


Andrade Jorge
 
 
 

CINZAS


Pioneiro desbravador dessa imensidão,
Flutuo nas veredas dos sentidos
Descobrindo a nascente da emoção,
Queimo o presente no cigarro que fumei,
Jogando as cinzas sobre a amante solidão.

Ouço vozes, ecos perdidos do passado,
Ando na noite, ando no dia,
Sinto a aflição, escuto a vã filosofia
Do ser atormentado, condenado,
Observo um anjo fingindo, fugindo,
Peso o peso dos pecados feitos a esmo,
E dos grilhões que vão aprisionar,
Porque ninguém foge de si mesmo.

Busco, procuro o futuro
No horizonte dessa imensidão,
A dor do tempo já espalhei
Feito as cinzas do cigarro
Que solitariamente fumei,
queimando a solidão,
Fruto amargo desse chão.

Serei cinza amanhã,
Hoje não...




ANDRADE JORGE
Membro Efetivo da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Homenageado: José Luiz Pires

 
 
 
 
 
 
 
Sessão de autógrafos:  "O Semeador  de  Palavras"  
                  Feira  do  Livro  de  Porto  Alegre            
14/11/2014 às 16 h no Memorial do Rio Grande do Sul
Rua Sete de Setembro, 1020   Praça da Alfândega    
       Centro Histórico – Porto Alegre – RS